sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Panem et circenses

 

Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida criou a política do Pão e Circo .
  Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante os eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão). 
  O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.
  Esta situação ocorrida na Roma antiga é muito parecida com o Brasil atual. Aqui o crescimento urbano gerou, gera e continuará gerando problemas sociais. A quantidade de comunidades (também conhecidas como favelas) cresce desenfreadamente e a condição de vida da maioria da população é difícil.
   O nosso governo, tentando manter a população calma e evitar que as massas se rebelem criou o “Bolsa Família”, entre outras bolsas, que engambela os economicamente desfavorecidos e deixa todos que recebem o agrado muito felizes e agradecidos. O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores ao darem pão aos romanos. Enquanto fazem maracutaias e pegam dinheiro público para si, distraem a população com mensalidades gratuitas.  
    Estes programas sociais até fariam sentido se também fossem realizados investimentos reais na saúde, educação e qualificação da mão-de-obra, como cursos profissionalizantes e universidades gratuitas de qualidade para os jovens. Aquela velha frase “não se dá o peixe, se ensina a pescar” pode ser definida como princípio básico de desenvolvimento em qualquer sociedade. 
   
Somente com educação e cultura os brasileiros podem deixar de precisar de doações e assim, se desligar desse vínculo com o “pão e circo”, pois estes são os meios para reduzir a pobreza. Precisamos de governos que não se aproveitem das carências de seu povo para obter crescimento pessoal, e sim que deseje crescer em conjunto.

O punk e o anarquismo 


O movimento punk surgiu por volta de 1976. Jovens inconformados se rebelaram contra a apatia que dominavam o rock desde o surgimento do gênero progressivo e começaram a formar suas próprias bandas. Pode ser apontado como a primeira tribo urbana a se insurgir contra a aldeia global, recorrendo a dois ou três acordes viscerais, um vocal geralmente gritado, cabelos espetados ou moicanos, e muita raiva. “Anarchy in the UK”, o primeiro sucesso do grupo que se sintetiza essa estética, os Sex Pistols, detona a anarquia nas terras da rainha da Inglaterra e espalha a revolta estética dos punks pelo mundo.

O punk é uma música simples, de poucos acordes e um vocal geralmente gritado. Os temas das músicas giram em torno de problemas sociais. Bandas como Ramones, Clash, Sex Pistols e Damned arregimentaram um grande número de fãs. No Brasil, só dois anos depois surgiram os primeiros bandos punks, na periferia de São Paulo e do Rio de Janeiro, entre jovens desempregados e sem perspectivas, “oprimidos pela selvageria urbana”, como os define o criador de Bob Cuspe, o mais famoso punk brasileiro, o cartunista paulista Angeli. Bandas como Os Inocentes, Ratos do Porão, Coquetel Molotow entre outros representam o movimento.

Na Bahia, os integrantes do movimento punk se reuniam todos os domingos pela tarde na Praça da Sé. E nos dias de semana faziam seu point na Praça da Piedade onde se juntaram para conversar e vender bottons. Jorge Luís Araújo, o Paquito, na época 15 anos, disse que se envolveu na turma através da música. Depois, com os shows dos Garotos Podres e outros punks. A família interfere, “mas não tem agressão física, só discórdia, crítica”. Ao contrário do que muita gente imagina, a maioria estuda de manhã e trabalha à noite e, como muitos deles moram em bairros distantes, escolheu a Piedade como local de reuniões que começam a partir das 19 horas. Idealistas, desejam um mundo igualitário, sem comandantes. Por isso, aproveitam o movimento da praça para espalhar panfletos nos quais fala a doutrina punk. Existe a gangue Verme do Sistema que são os garotos menos rotulados, não utilizam a indumentária (roupas pretas e cabelos a la moicanos) comum aos outros. Nas outras gangues os componentes são conhecidos pelos apelidos de Morcego, Olho Seco, Pobreza e Minério.
 

 

Anarquia Oi          


Um dia você vai descobrir 
 Que todos te odeiam e te querem morto
 Pois você representa perigo ao poder!!!
 
Anarquia oi, oi!
 
Eles não querem que você viva                                  
 Destrua o sistema antes que ele o destrua
Não acredite,em falsos lideres Pois todos eles vão nos trair !!!

Anarquia oi, oi!  A-nar-qui-a  A-nar-qui-a Anarquia oi, oi!